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Simples assim.
A faca desliza sobre a tábua, um ritmo manso e constante. O cheiro de alho e cebola se espalha pela cozinha, um perfume que já se tornou a essência dos nossos meios-dias. Há um balé silencioso nos nossos gestos, uma… Continue reading
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A busca desesperada pelo que ainda não foi tocado
A luz da manhã entra tímida pela janela e desenha uma linha de poeira sobre a minha estante. Fico pensando de onde nasce essa nossa sede, essa busca quase desesperada pelo que ainda não foi tocado. Sei que a gente… Continue reading
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O conto que nasceu da devoção.
17:45 Digitando aqui, meio escondida atrás da tela do computador, enquanto o escritório respira suas últimas horas de produtividade. A luz do monitor já cansou meus olhos e lá fora, o céu se tinge de um laranja melancólico nos tons… Continue reading
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Velhos são os outros – Uma pequena resenha sincera
Há livros que lemos com os olhos e há livros que lemos com a pele, com a memória, com um lugar guardado dentro de nós. “Velhos são os outros” pertence a essa segunda categoria. Folheá-lo foi como empurrar uma porta… Continue reading
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Até que a morte nos separe é em um piscar de olhos
Meus olhos marejaram, não de tristeza, mas de uma alegria quase vertiginosa, ao reconhecer naquele borrão de pixels o exato sentimento que hoje me faz sentir em casa dentro do meu próprio peito. Em uma caixa esquecida, encontrei uma gravação… Continue reading
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Como um peão desgovernado
Os dias passam depressa. As horas que antes se arrastavam, agora se transformam em um piscar de olhos. O que antes era sem graça e monótono, agora tem cheiro de casa, de conforto e de respiro. Quando foi que o… Continue reading
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Talvez eu seja mais parecida com a Hortênsia
Com a caneca de esmalte aquecendo a palma da minha mão, encontrei meu lugar de sempre: o degrau de pedra gasto pelo tempo, na fronteira exata entre a casa e o jardim. A manhã de setembro se espreguiçava, e o… Continue reading
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Revestida de Força e Dignidade
(Norvald, véspera da queda) A névoa era um véu de leite derramado sobre os campos, e Aeryn desceu por ele como quem entra em um rio sagrado. Seus pés descalços conheciam o caminho de pedra, cada contorno, cada imperfeição lisa.… Continue reading
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Os maiores milagres não fizeram barulho: Os 22 invernos chegaram 🙂
Engraçado como a gente muda sem perceber. Um dia, acorda mais cedo que o costume, olha pela janela, e alguma coisa dentro parece ter mudado de lugar, como um móvel que alguém arrastou no meio da noite. O coração, talvez.… Continue reading
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Ao lado da xícara vazia
A luz da manhã entra pela fresta da cortina, não como um convite, mas como uma testemunha silenciosa. Ela desenha um retângulo comprido e pálido no chão de madeira, e dentro dele, partículas de poeira dançam uma coreografia lenta e… Continue reading










