-
Todo dia a mesma coisa. A mesma coisa todo dia.
Todo dia a mesma coisa. A mesma coisa todo dia. A gente quase consegue sentir o suspiro que vem antes dela, o curvar sutil dos ombros. É a melodia do cansaço, a ladainha da rotina que parece nos engolir, nos… Continue reading
-
Uma cidade inteira que nunca dorme
A vida se tece em pausas. Um inspirar fundo antes de mergulhar, um café que esfumaça na janela enquanto a chuva decide se vem. E se tece também em corridas, na urgência miúda de encontrar as chaves, de não perder… Continue reading
-
A primavera nunca arromba a porta
Setembro se anuncia no ar, antes mesmo que o calendário autorize. É quando o frio, aquele que nos fazia encolher os ombros e apressar o passo, parece perder a convicção. Em seu lugar, aos poucos, infiltra-se um perfume que é… Continue reading
-
A oração que rompe a alma.
Há uma fratura que se anuncia sem alarde. Começa como um zumbido baixo, uma nota desafinada no fundo da alma, e de repente, tudo se parte. Anabella reconheceu o som. Fazia muito tempo que não o ouvia, e por isso… Continue reading
-
Simples assim.
A faca desliza sobre a tábua, um ritmo manso e constante. O cheiro de alho e cebola se espalha pela cozinha, um perfume que já se tornou a essência dos nossos meios-dias. Há um balé silencioso nos nossos gestos, uma… Continue reading
-
A busca desesperada pelo que ainda não foi tocado
A luz da manhã entra tímida pela janela e desenha uma linha de poeira sobre a minha estante. Fico pensando de onde nasce essa nossa sede, essa busca quase desesperada pelo que ainda não foi tocado. Sei que a gente… Continue reading
-
O conto que nasceu da devoção.
17:45 Digitando aqui, meio escondida atrás da tela do computador, enquanto o escritório respira suas últimas horas de produtividade. A luz do monitor já cansou meus olhos e lá fora, o céu se tinge de um laranja melancólico nos tons… Continue reading
-
Velhos são os outros – Uma pequena resenha sincera
Há livros que lemos com os olhos e há livros que lemos com a pele, com a memória, com um lugar guardado dentro de nós. “Velhos são os outros” pertence a essa segunda categoria. Folheá-lo foi como empurrar uma porta… Continue reading
-
Até que a morte nos separe é em um piscar de olhos
Meus olhos marejaram, não de tristeza, mas de uma alegria quase vertiginosa, ao reconhecer naquele borrão de pixels o exato sentimento que hoje me faz sentir em casa dentro do meu próprio peito. Em uma caixa esquecida, encontrei uma gravação… Continue reading
-
Como um peão desgovernado
Os dias passam depressa. As horas que antes se arrastavam, agora se transformam em um piscar de olhos. O que antes era sem graça e monótono, agora tem cheiro de casa, de conforto e de respiro. Quando foi que o… Continue reading










