-
Bobagens, poesia, teologia e metafísica
O som que se derrama pelo quintal é o da infância: risadas que sobem finas como fiapos de nuvem, o baque surdo de uma bola na grama, os gritos de uma brincadeira que só eles entendem. Sentada nos degraus da… Continue reading
-
Água que cai do céu
Há uma estranha e delicada música na água que desaba do céu. Começa com uma nota tímida, um tamborilar suave no vidro da janela, quase um pedido de licença para entrar. Depois, ganha corpo, transforma-se numa partitura complexa que lava… Continue reading
-
Todo dia a mesma coisa. A mesma coisa todo dia.
Todo dia a mesma coisa. A mesma coisa todo dia. A gente quase consegue sentir o suspiro que vem antes dela, o curvar sutil dos ombros. É a melodia do cansaço, a ladainha da rotina que parece nos engolir, nos… Continue reading
-
Uma cidade inteira que nunca dorme
A vida se tece em pausas. Um inspirar fundo antes de mergulhar, um café que esfumaça na janela enquanto a chuva decide se vem. E se tece também em corridas, na urgência miúda de encontrar as chaves, de não perder… Continue reading
-
A primavera nunca arromba a porta
Setembro se anuncia no ar, antes mesmo que o calendário autorize. É quando o frio, aquele que nos fazia encolher os ombros e apressar o passo, parece perder a convicção. Em seu lugar, aos poucos, infiltra-se um perfume que é… Continue reading
-
A oração que rompe a alma.
Há uma fratura que se anuncia sem alarde. Começa como um zumbido baixo, uma nota desafinada no fundo da alma, e de repente, tudo se parte. Anabella reconheceu o som. Fazia muito tempo que não o ouvia, e por isso… Continue reading
-
Simples assim.
A faca desliza sobre a tábua, um ritmo manso e constante. O cheiro de alho e cebola se espalha pela cozinha, um perfume que já se tornou a essência dos nossos meios-dias. Há um balé silencioso nos nossos gestos, uma… Continue reading
-
A busca desesperada pelo que ainda não foi tocado
A luz da manhã entra tímida pela janela e desenha uma linha de poeira sobre a minha estante. Fico pensando de onde nasce essa nossa sede, essa busca quase desesperada pelo que ainda não foi tocado. Sei que a gente… Continue reading
-
O conto que nasceu da devoção.
17:45 Digitando aqui, meio escondida atrás da tela do computador, enquanto o escritório respira suas últimas horas de produtividade. A luz do monitor já cansou meus olhos e lá fora, o céu se tinge de um laranja melancólico nos tons… Continue reading
-
Velhos são os outros – Uma pequena resenha sincera
Há livros que lemos com os olhos e há livros que lemos com a pele, com a memória, com um lugar guardado dentro de nós. “Velhos são os outros” pertence a essa segunda categoria. Folheá-lo foi como empurrar uma porta… Continue reading










