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Como eu poderia não sofrer?
Como eu poderia não sofrer, amando um Deus que morreu com morte de cruz? Como eu poderia não chorar, sabendo que o meu Senhor suou gotas de sangue? Como poderia não doer em mim, se doeu em cada parte do… Continue reading
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Amar o rastro do hábito
Abro os olhos e o peso não está nos lençóis, mas no que vem antes deles. Antes mesmo do primeiro bocejo, minha mente já começou a tabular o inventário das faltas: o cargo que exige uma postura que ainda não… Continue reading
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“Então você só acredita no que vê… Que triste né?”
Lembro-me, até hoje, quando recebi a notícia do diagnóstico da minha avó: Alzheimer.Me atingiu forte o peito, porque ela poderia não se lembrar mais de mim, da família, da própria história. O tempo foi passando , com muito bom humor… Continue reading
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Se olhares pra dentro de mim
“Só quando chegamos ao fim de nós mesmos é que começamos a experimentar o princípio de Deus.” – Martinho Lutero Há uma graça que só se revela quando carregar soluções se torna pesado demais para as nossas mãos, e o… Continue reading
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O Peso de Ser Alguém: para quem?
Hoje acordei e fiquei olhando a poeira dançando num raio de sol que atravessava a cortina. Eram dez da manhã de um sábado e, em vez de paz, senti um soco no estômago. Minha primeira reação não foi espreguiçar, mas… Continue reading
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A arte de pescar pensamentos
Escrever é, antes de tudo, um exercício de paciência e silêncio. É como sentar à beira de um cais interno, com os pés suspensos sobre águas turvas, e lançar a linha sem saber o que repousa no fundo. A escrita… Continue reading
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Escravos de escravos: como a obsessão pela utilidade nos adoeceu | Resenha de “Imerso em Pensamentos”
Existe uma vertigem silenciosa nos nossos dias. Corremos, lemos, ouvimos podcasts e acumulamos certificados, mas raramente paramos para perguntar: para onde tudo isso está nos levando? Ao abrir “Imersos em Pensamentos”, de Zena Hitz, fui despida da minha armadura de… Continue reading
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Escrever para não esquecer
Há certas frequências que nos atravessam sem pedir licença, uma vibração subterrânea que escapa a qualquer nome que tentemos dar. Foi o que me aconteceu agora há pouco, segundos antes de abrir este caderno e deixar a tinta correr. Eu… Continue reading
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A coragem de ficar
Não pense que eu não quis ir. Houve noites em que abri o atlas sobre o tapete da sala, percorrendo com a ponta dos dedos o contorno sinuoso de países que nem sei pronunciar. Meu coração também bate no ritmo… Continue reading
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Por que está tão triste, oh minha’alma?
Voltei ao mesmo canto da sala, onde a luz da tarde faz dançar a poeira e o silêncio tem cheiro de coisa guardada. O esconderijo de sempre. Mal cheguei, e o choro, represado na garganta o dia todo, encontrou o… Continue reading










