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Água que cai do céu
Há uma estranha e delicada música na água que desaba do céu. Começa com uma nota tímida, um tamborilar suave no vidro da janela, quase um pedido de licença para entrar. Depois, ganha corpo, transforma-se numa partitura complexa que lava… Continue reading
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Todo dia a mesma coisa. A mesma coisa todo dia.
Todo dia a mesma coisa. A mesma coisa todo dia. A gente quase consegue sentir o suspiro que vem antes dela, o curvar sutil dos ombros. É a melodia do cansaço, a ladainha da rotina que parece nos engolir, nos… Continue reading
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Uma cidade inteira que nunca dorme
A vida se tece em pausas. Um inspirar fundo antes de mergulhar, um café que esfumaça na janela enquanto a chuva decide se vem. E se tece também em corridas, na urgência miúda de encontrar as chaves, de não perder… Continue reading
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A primavera nunca arromba a porta
Setembro se anuncia no ar, antes mesmo que o calendário autorize. É quando o frio, aquele que nos fazia encolher os ombros e apressar o passo, parece perder a convicção. Em seu lugar, aos poucos, infiltra-se um perfume que é… Continue reading




