Percebi que boa parte da minha escrita é sobre a vida, sobre os dias comuns que em parte são serenos e em outra caóticos. Esses extremos existem pela pessoa intensa que sou – para o bem ou para o mau. Tenho quase certeza disso, bem como o fato de que (tentar) equilibrar isso é meu desafio diário.

Uma vez que é mais fácil ficar exausta emocionalmente ou mentalmente do que fisicamente, é cansativo lidar com nossos pensamentos e sentimentos. O fato de trabalhar intelectualmente ajuda, por vezes cobrando o seu preço, já que esse cansaço não consegue diferenciar o trabalho das demais coisas da vida.

Pois bem.

Hoje, vi uma postagem interessante, refletindo que normalmente a filha mais velha normalmente é a “mãe de todo mundo”, uma vez que, na família de origem, era responsável por parte da agenda, da logística:

Era com ela que todos tiravam dúvidas: o irmão mais novo, a mãe que queria desabafar. Ela sempre foi casa em tempo integral; é como se fosse a CEO da própria família. Gerenciava até o cachorro (afinal, a ideia brilhante de tê-lo foi dela). É a pessoa que resolve tudo. Basicamente, ela ensinou aos pais (pelo curso natural da vida) como ser pais. Ensinou aos irmãos o que é crescer. Serviu de exemplo desde cedo e viveu nesse ciclo de garantir que todos estejam bem, mesmo quando ela mesma não estava. Ela já era assim há muito tempo, muito antes de construir sua própria família.

E não é que a tendência das irmãs mais velhas não é justamente essa?

Pois bem.

Resolvi me adiantar e ficar pequenos passos à frente para que a rotina pudesse ficar mais leve. Não me entenda mal, mas a maioria dos nossos problemas e entraves diários poderiam ser resolvidos com um pouco mais de organização.

Ao mesmo tempo que cuido para que produtividade disfarçada de organização não ocupe um lugar errado no meu coração, sei disciplina faz parte da vida, se quisermos fazer as coisas direito.

Isso significa que preciso estar um passo à frente: seja nas refeições, no aspirador ou em uma demanda do trabalho: minhas listas sempre estarão à vista. Tudo isso porque, por mais que eu falhe devido algum imprevisto ou até mesmo meu humor duvidoso, consigo me dar ao luxo de simplesmente fazer depois. Na maioria do tempo isso funciona, em outra parte não.

E assim sigo tentando equilibrar os pratos da vida de uma forma mais leve, sem que a rotina me engula e me impeça de prestar atenção nos lírios.

O próximo passo da ‘CEO de afetos e de urgências domésticas’ só Deus sabe,

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