Vivemos em uma era sem precedentes na história da humanidade! É muito doido saber que ao mesmo tempo que a revolução digital trouxe a possibilidade de conectar uns aos outros, superando barreiras territoriais, um fluxo interminável de informações que circulam em velocidades vertiginosas também flui como uma manada
Esse ambiente digital, embora fascinante, nos mergulha em um estado de constante busca por novidade, o que o autor de A Pirâmide da Sabedoria chama de “Novidade Perpétua”, e é exatamente sobre isso que lemos essa semana, no capítulo 2 do bookClub!
Este capítulo aborda a crescente obsessão da sociedade moderna por tudo o que é novo, fresco e inédito. No entanto, essa busca incessante por novidades não é inofensiva. De fato, ela pode nos afastar da verdadeira sabedoria, que é adquirida não pela quantidade de informações que consumimos, mas pela profundidade com que as compreendemos e integramos em nossas vidas.
Para início de conversa, a sabedoria não é algo que podemos produzir de uma hora pra outra, ou seguindo um manual: ela é construída com o tempo, somada ao que fazemos com as informações que recebemos ou coisas que aprendemos. E é exatamente isso que estamos estudando e desenvolvendo nessa edição do clube de leitura 🙂
Neste post, exploraremos algumas das armadilhas da “novidade perpétua” e como podemos nos libertar dessa armadilha para buscar uma sabedoria que perdura 🙂
A Tentação da Novidade
A novidade é sedutora. Nossa natureza é curiosa e a necessidade de ficar sabendo de tudo foi super estimulada com o grande fluxo de informações online. Mas antes, vamos falar um pouquinho sobre o passado.
Desde os tempos antigos, os seres humanos têm sido atraídos pelo que é novo e diferente. E isso com certeza serviu (e muito bem!) para desenvolver nossa adaptabilidade: Pense em todos os biomas do mundo em que existe a presença humana ou em como uma pessoa acostumada com o calor do Rio de Janeiro consegue se adaptar ao clima europeu, em busca de uma oportunidade de emprego.
No entanto, na era digital, essa inclinação foi exacerbada a níveis sem precedentes. Cada novo dia traz uma enxurrada de novos conteúdos, produtos e ideias, e somos encorajados a consumir tudo isso o mais rápido possível.
Esse ciclo de consumo incessante de novidade cria uma ilusão de progresso e conexão.
Quando consumimos informações novas, sentimos que estamos nos mantendo atualizados, que estamos conectados ao mundo em tempo real. No entanto, essa conexão é superficial, rasa, justamente porque estamos absorvendo grandes quantidades de informações, mas sem o tempo necessário para processá-las, compreendê-las e integrá-las em nossas vidas de maneira significativa.
A Ilusão de Estar Atualizado
Consumir informações frescas nos dá uma falsa sensação de controle sobre a realidade, como se estivéssemos sempre à frente dos acontecimentos (e mais uma vez, voltamos à questão do ego humano, que quer ser notado desesperadamente). Porém, essa sensação de estar “em dia” é, muitas vezes, enganosa.
A verdade é que o excesso de informações pode nos sobrecarregar, nos deixando incapazes de discernir o que realmente é relevante.
Em vez de nos tornarmos mais informados e capacitados para tomar decisões, podemos nos sentir perdidos em meio ao mar de dados que recebemos diariamente! É como se estivéssemos em um lugar lotado, sem conseguir discernir nada porque todos estão gritando (aliás, um assunto muito interessante para se estudar é sobre o “ócio criativo”).
Além disso, a busca constante por novidades nos impede de nos aprofundarmos nos assuntos que realmente importam. Estamos tão ocupados consumindo o novo que não conseguimos refletir sobre o que já está lá, que muitas vezes contém as verdades mais profundas e duradouras, como por exemplo, as verdades Eternas do nosso Senhor.
A Sabedoria Duradoura em um Mundo de Novidades
O autor de A Pirâmide da Sabedoria nos convida a refletir sobre a importância de buscar uma sabedoria que perdura, em vez de nos deixarmos levar pela maré da novidade perpétua. Essa sabedoria duradoura não é facilmente adquirida, mas é infinitamente mais valiosa do que o conhecimento superficial que adquirimos rapidamente.
A sabedoria duradoura é baseada em princípios atemporais, que foram testados e provados ao longo do tempo. Não é á toa que o tempo é um provador e tanto! Esses princípios podem ser encontrados em livros antigos, em ensinamentos bíblicos e na experiência dos sábios que vieram antes de nós.
Em vez de buscar o novo, devemos nos voltar para essas fontes de sabedoria que resistiram ao teste do tempo.
Em um mundo onde a novidade perpétua é a norma, a verdadeira sabedoria está em desacelerar, refletir e escolher o que realmente vale a pena! Que possamos aprender a valorizar a sabedoria que perdura, e não apenas o que é passageiro!
“Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.” Tiago 1:5