Os vinte e poucos são anos que passam rápido: em um piscar de olhos estamos entrando na faculdade e no outro, estamos formando uma família. Ao mesmo tempo, tentamos equilibrar as multifacetas de papéis que são necessários para, enfim, descobrir que resgatar nosos hobbies são tal como um suspiro nos dias que se passam depressa.

Pois bem.

Foi nesse contexto me dei conta que gostaria, ano após ano, me tornar uma pessoa interessante. Não pelos outros, nem pelas conversas que poderia vir a ter, mas por mim. Por abrir a porta de casa e me deparar com universos de temas diferentes. Pelas curiosidades que poderia compartilhar, com brilho nos olhos, com os meus: ali, onde ninguém além poderia ver.

Ali, onde meus pensamentos poderiam se perder em meio às palavras, mesmo que eu as pudesse esquecer com minha memória um pouco fraca.

Se você um dia quiser conhecer mais sobre uma pessoa, de verdade e sem rodeios, basta dar uma olhada em sua estante. Ali, estarão indícios de seus principais amores, curiosidades, paixões e entretenimento. São através dessas prateleira que podemos descobrir o universo de alguém.

Algumas das conversas mais legais que tive aconteceram na frente da minha estante, que ficava na sala de casa: logo quando as visitas chegavam pela primeira vez, nossos comentários, questionamentos e indicações preenchiam o silêncio constrangedor da aproximação inicial.

Assim, percebi que os livros, assim como compartilhar uma refeição, carregam a “magia” de unir as pessoas através de seus interesses, ou até mesmo de seus desinteresses.

E talvez, quando eu esteja com marcas profundas de expressão, sentada no chão com fotos e livros espalhados por todos os lados, eu me torne uma pessoa mais interessante do que fui aos meus vinte e poucos, por mim mesma.

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