“Só quando chegamos ao fim de nós mesmos é que começamos a experimentar o princípio de Deus.” – Martinho Lutero

Há uma graça que só se revela quando carregar soluções se torna pesado demais para as nossas mãos, e o nosso coração passa a estar inteiramente disposto a ser moldado pelo Oleiro.

É quando Ele nos leva ao lugar de plena vulnerabilidade, em que de fato entendemos que as nossas lágrimas derramadas aos Seus pés são orações mais eloquentes do que os discursos mais teológicos e piedosos.

Neste lugar, entendemos que o verdadeiro tesouro não se trata da solução encontrada, mas das mãos que nos sustentaram durante o processo. Do consolo bem presente que não nos rejeitou, mesmo vislumbrando tudo aquilo que gostaríamos de esconder.

É a partir dali que o nosso coração é moldado como um vaso de barro, a fim de torná-lo mais parecido com o de Cristo.

Mais parecido com o coração de um Deus que poderia ter salvado o mundo com uma palavra, mas escolheu a vulnerabilidade da cruz. Um Deus que chora com os que choram, que ama sem medida e que não pede nada em troca.

Ajuda-me, Senhor, pois se olhares para dentro de mim, nada encontrarás de bom, além de um profundo desejo de ser transformada.

“Se tu olhares, Senhor

Pra dentro de mim

Nada encontrarás de bom

Mas um desejo eu tenho

De ser transformado

Preciso tanto do Teu perdão

Dá-me um novo coração

Dá-me um coração igual ao Teu

Meu Mestre

Dá-me um coração igual ao Teu

Coração disposto a obedecer

Cumprir todo o Teu querer

Dá-me um coração igual ao Teu

Ensina-me a amar o meu irmão

A olhar com Teus olhos

Perdoar com Teu perdão

Enche-me com Teu Espírito

Endireita os meus caminhos

Ó Deus, dá-me um novo coração

Enche-me com Teu Espírito

Endireita os meus caminhos

Ó Deus, dá-me um novo coração

[…]”

Coração Igual ao Teu – Diante do Trono

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