Para certas pessoas, simplesmente não vai “dar pé”.

Você pode convencê-las a ir até a beira da piscina com você.
Insistir para que molhem ao menos os pés.

Elas podem até se esforçar para entrar na água.

Mas, para certas pessoas, algumas piscinas são profundas demais.

Não é nem por falta de vontade, mas é porque pra nadar em certos lugares, precisa-se de certas experiências construídas por anos a fio.

Por não saber o que há no fundo, muitas pessoas se contentam em ficar ali, no raso, na superficialidade.

O que é um lugar totalmente aceitável.

Você não está fora da água, mas também não está totalmente submerso ao ponto de não ver mais o que acontece ao redor, na beira da piscina ou na cantina do clube.

Mergulhar fundo exige um certo desapego. “E se eu não ouvir chamarem o meu nome?” “E se forem embora sem mim?” “E se eu não conseguir voltar?” “E se levarem os meus pertences?”

Mergulhar fundo exige vulnerabilidade.

Essas coisas são conquistadas após uma certa sequência de experiências que moldam o interesse e olhar de quem está na água.

Como quando criança, ao ir à piscina dos adultos: eles plantam bananeiras, vão ao fundo da piscina e se divertem tanto… Mas para a criança, tudo o que ela quer é sobreviver. Afinal, ficar em um lugar que não atende a proporção de seu tamanho, acaba sendo mais cansativo, do que divertido, exige muito esforço.

E foi pensando nisso que aprendi, a duras penas, indo ao profundo e voltando para dizer que estava tudo bem, vezes e mais vezes. Sem sucesso em conseguir companhia para o mergulho.

Só depois que notei o motivo de não ser acompanhada, entendi e me conformei: o amor pode ser grande, a vontade pode dar fracos sinais, mas para algumas pessoas, é preciso perseverar em amor e continuar convidando para o mergulho, mesmo que ainda, ainda, não dê pé.

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