
Duas pequeninas flores, fixas ao chão, ligadas por um único ponto. Um só, que as alimenta por igual.
É o ciclo natural, onde as pétalas, apesar da alimentação, ainda murcham.
Tal quanto o acinzentar dos dias, que escondem as estrelas e a lua que teima a desapontar.
É a relva que molha pela manhã, quando todos ainda teimam a dormir.
Dormir.
Eis que uma coisa que se demasiadamente feita, amarga a vida: Sonhar acordado é a magia, a verdadeira magia da vida (sim, aquela que quando criança era fantasiosa, que conforme os anos foram passando, se torno algo palpável).
Ver o sonho das cores, brigas e alegrias no carrossel da vida, enquanto sente os cheiros com a aurora.
Sonhar no breu, quando se pode sonhar na luz, é pros fracos.
Manter-se fixo ao chão, alimentado pelo caule da vida, pela janela dos olhos e experimentando os intemperes da vida.
Ah! Isso sim é reservado para os corajosos,
A relva tende a voltar, sem postergar.
Sonhar vivendo é para os corajosos, que estão, infelizmente, mais raros neste momento.