Em nossa jornada, buscamos constantemente orientações que nos ajudem a navegar pelas complexidades do mundo moderno (e bastante frenético). Vivemos em uma era em que as respostas parecem estar a um clique de distância, mas, paradoxalmente, nunca estivemos tão confusos.

Neste cenário, o livro A Pirâmide da Sabedoria, de Brett McCracken, surge como um ponto de partida, guiando-nos de volta às fontes essenciais de sabedoria, enquanto nos encoraja a colocar algumas coisas em seu devido lugar.

McCracken nos convida a reconsiderar a importância da igreja em nossas vidas, não apenas como uma instituição religiosa, mas como uma comunidade viva, que nos oferece muito mais do que rituais e dogmas.

De uns anos para cá, tenho enxergado (e vivido) igreja de uma forma diferente, prezando por relacionamentos que me aproximam de Cristo. O quão especial é a vida em comunidade, de verdade, onde ninguém se considera superior o outro, mas irmãos em Cristo.

O autor argumenta que a igreja desempenha um papel crucial na construção de uma vida equilibrada e sábia, especialmente em um tempo onde as respostas rápidas e superficiais parecem ser a norma. A igreja não é um mero espaço de encontro social, mas sim um lugar onde podemos nos conectar profundamente com outros seres humanos que compartilham da mesma fé e valores.

Pessoalmente, é uma comunidade que possui um único objetivo: se aproximar do Senhor. Se as pessoas reunidas naquele espaço físico buscarem performance, nada mais é do que um simples ajuntamento.

Ao frequentarmos a igreja, temos a oportunidade única de nos engajar em uma comunidade que nos desafia a crescer: A interação com outras pessoas nos oferece uma perspectiva que vai além da nossa bolha individual, e isso é incrível! Buscarmos por uma igreja biblicamente saudável, que anda em transparência e humildade entre os membros (incluindo liderança), é um ótimo ponto de partida.

Em uma sociedade que frequentemente exalta a independência e o individualismo, a igreja nos relembra da importância de estarmos conectados, de aprendermos uns com os outros e de nos apoiarmos mutuamente, além dos laços sanguíneos.

Amarmos os nossos é, em sua medida, fácil, afinal, não temos para “onde correr”. Mas amar os domésticos da fé, apesar dos erros e acertos, desentendimentos e confusões, é desafiador.

E essa comunidade não é apenas uma rede de apoio, mas também uma fonte de sabedoria acumulada ao longo dos séculos: como instituição, ela permaneceu ao longo dos séculos (com erros e acertos, pois afinal ela é composta por pessoas iguais eu e você, mas redimida por Cristo).

Em um mundo obcecado pelo novo, onde as tendências mudam a cada instante, ele nos convida a redescobrir os ensinamentos milenares que, apesar de sua antiguidade, continuam a ser profundamente relevantes. A tradição cristã, com sua rica tapeçaria de teologia, ética e espiritualidade, oferece respostas que resistem ao teste do tempo.

A igreja, com sua dedicação a essas verdades eternas, se torna um espaço onde podemos nos ancorar em algo que vai além das flutuações culturais.

A somar disso, em uma época onde o culto ao “eu” muitas vezes prevalece, a adoração coletiva nos relembra de nossa dependência de Deus e de nossa interconexão com os outros.

Participar dos cultos de domingo é mais do que cumprir um ritual; é um ato de fé que nos conecta com as verdades profundas da nossa fé e nos orienta para uma vida vivida em plenitude. Fato é que esses momentos de adoração e comunhão nos ajudam a manter a perspectiva correta em meio ao caos e à confusão do mundo ao nosso redor.

Conforme avançamos em nossa busca por uma vida sábia e equilibrada, talvez seja hora de olhar para a igreja com novos olhos. Não como uma obrigação, mas como uma oportunidade – uma oportunidade de crescer, de aprender e de se conectar com algo maior do que nós mesmos.

Em A Pirâmide da Sabedoria, Brett McCracken nos lembra que a igreja é mais do que um lugar de encontros semanais; é um espaço onde a sabedoria antiga e a vida moderna se encontram, nos oferecendo orientações preciosas para a nossa caminhada, fundamentadas nas verdades eternas do Senhor.

Portanto, ao nos aproximarmos da igreja, não como um espaço de dogmas rígidos, mas como uma comunidade vibrante e acolhedora, podemos descobrir um caminho de sabedoria que é, ao mesmo tempo, antigo e novo.

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