o vento dançando sobre as águas
não é sinal de monotonia
o mesmo acontece com nossos pés
quando resolvem ignorar nossa mania
a mania irritante da perfeição
dias humanos são feitos de coques largos
moletons quentinhos e rosto inchado
dias humanos também são feitos de vestidos longos
penteados pensados
e delineados perfeitos
é difícil aceitar que não temos controle
e que cada dia é realmente o presente
quando , muitas vezes, (sobre)vivemos.
os pés finalmente aceitam e recebem um ritmo diferente a cada amanhecer
do clássico ao rock
do forró ao indie
cada dia um ritmo
que aprendemos a dançar
às vezes aos tropeços, pés pisando uns nos outros.
a mestria nunca foi nossa, e tudo bem.
na verdade, tudo ótimo!
olhe para as aves no céu
quem as alimenta é seu Senhor.
ai de mim, querer impressionar o meu Deus dando-me de comer!
afinal, o controle nunca foi nosso
e (graças a Deus!) nunca nem vai ser 🙂