Desde que casei esse é um tema bastante relevante para minhas leituras e estudos. Não faz qualquer sentido buscarmos arduamente nos aprimorar em questões profissionais e levar a vida familiar de forma desleixada.

Apesar desse tema ter se aflorado nessa nova etapa da minha vida, creio que seja relevante o bastante para ser abordado em todas as fases. Seja na constituição de uma nova, ou naquelas que existem há mais de 30, 40, anos.

Hoje mesmo, no trabalho, eu e meus colegas conversamos sobre a o impacto de culturas regionais que valorizam, de forma geral, a família e as tradições mais conservadoras. O assunto é muito abrangente, mas real. Os índices de crimes violentos que acontecem em contextos onde culturalmente existem a valorização familiar são, de fato, menores.

Essa é a primeira instituição que existiu na terra. O projeto do Senhor. E isso não deve, se forma alguma, ser lido como uma frase clichê.

Em Gênesis 2:8, Deus afirma que não é bom que o homem ande só, indicando, a priori, que não fomos feitos para andarmos sozinhos. Nossa natureza não é solitária, fomos feitos para vida em comunidade, relacionamentos e afins – e isso não significa que tudo serão mil maravilhas.

Como professores da Palavra do Senhor, principalmente nos dias de hoje, se desejamos trazer o povo cristão de volta à domesticidade, a primeira coisa que precisamos fazer é parar de contar mentiras sobre a vida no lar, transmitindo um ensinamento realista. E coloco a mão no fogo quando digo que o ensino mais realista é aquele que é ensinado e vivido dentro do lar.

 “Nada substitui a segurança que cada pessoa necessita (pais, avós e também os filhos) ao ter continuidade de vida. Sentar bem juntinhos e olhar fotos antigas (mostrando uma história compartilhada com significado para toda a família) demonstra algo que não pode ser comprado por nenhum preço!”

O que é uma família – Edith Schaeffer

Tenho receio do que serão as famílias da minha geração porque todos querem as coisas para ontem. Por outro lado, a família é o trabalho mais demorado que teremos. Precisamos persistir nelas, os membros serem ajustados, alinhados, amados, durante décadas, sem parar. Uma é a continuidade da outra, e essa é a tarefa mais digna, difícil, amável e ousada arte: construir uma família de verdade.

E quando pensarmos que devemos ser “nós mesmos” dentro dos nossos lares, que possamos também lembrar de que não sermos pessoas que buscam diariamente pela transformação de Jesus, isso pode se tornar desastroso.

Importante lembrar que a vida doméstica, apesar do que muito se é falado hoje em dia, possui suas próprias regras de educação – um código mais íntimo, sutil e sensível, diferente de uma vida em sociedade, mas isso não significa que é desprovido de regras. Elas são importantes porque temos uma natureza terrível! Se meu lar fosse desprovido de regras, muito provavelmente iria amanhecer com uma lhama na sala. Ou em um cenário menos extremo, o tratamento entre nós seria desprovido de filtros, tornando um lugar hostil.

Como diz C.S. Lewis, quando não há regras, o que se tem não é liberdade, mas uma tirania do membro mais egoísta.

Por fim, o que luto todos os dias, com lágrimas nos olhos e orando ao Senhor é que 1 Coríntios 13:4 seja lembrado por mim, justamente por reconhecer o quão falha e dependente do meu Deus sou.

Na minha casa, existem dois pecadores redimidos pelo sangue de Jesus, que buscam se parecer com Ele. Se Deus tem a maior vontade de todas em nos amar, assim quero que seja entre os meus.

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